Plantio de Epidendrum

Vídeo ensinando passo a passo como plantar esse gênero epífito.

Prelúdio da Primavera

As orquídeas já se preparam para a Primavera!

SuperThrive

Uma breve explicação sobre esse famoso (e polêmico) hormônio "milagroso".

Dicas sobre Phalaenopsis

Alguns macetes que dão certo no cultivo dessas amadas orquídeas.

Pseudolaelia

Uma breve descrição sobre esse gênero rústico.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Dendrobium lindleyi - A flor com cheiro de mel

 Dendrobium lindleyi, floração mais exuberante até o momento. É uma orquídea que gosta de locais bem iluminados. Eu uso um sombrite mais aberto, de 50%. Em dias quentes, eu rego diariamente, no final da tarde. Nunca fiz estresse hídrico nesse dendrobium. Adubo semanalmente com o fertilizante líquido da B&G. Bons cultivos!

Flores delicadas e com aroma de mel.

Amarelo intenso, encanta aos olhos!


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ressupinação nas Orquídeas

          


          A maioria das orquídeas, quando emitem os botões florais, tem um comportamento bastante curioso: um torção de 180° nos botões. 



          Ressupinação é um processo delicado que envolve reações hormonais. Na família das Orchidaceae, a flor geralmente compreende três sépalas e três pétalas. Uma pétala especial chamada labelo é tipicamente diferenciada das demais, é onde fica o caminho para as políneas e a coluna. Quando o botão da flor da orquídea se desenvolve, o labelo geralmente é o mais alto. Na maioria dos casos, o tronco da flor torce para apresentar o labelo apontado para baixo no momento que a flor se abre. Ou seja a maioria das orquídeas são ressupinantes e a falta de ressupinação é notável. Flores que não apresentam ressupinação são chamadas de não-ressupinantes

Calopogon tuberosus, flor não ressupinante

          Por que isso é importante? Se vocês resolverem tutorar suas hastes com os botões antes de ressupinar, as flores podem nascer tortas e com problemas, e não queremos isso. Por isso é bom conhecer o gênero que se está cultivando, pois nem todas as orquídeas apresentam esse comportamento. 

Bons Cultivos!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Prelúdio da Primavera



          Parece que a primavera começou a dar sinal antes do tempo. Essas orquídeas estão florindo aqui pela primeira vez, são flores inéditas, exceto a Ludisia discolor e o Dendrobium híbrido que já comprei florida. É uma sensação muito boa quando o nosso cultivo dá certo, pois o principal objetivo de cuidar das orquídeas é ser presenteado com suas flores exóticas.


         Essa Phalaenopsis passou por um momento tenso, as folhas dela ficaram cheia de depressões, creio eu que foi abuso de adubo químico. Mas hoje, ela se recuperou, não uso mais adubação foliar. Pelas minhas pesquisas, a orquídea mal absorve adubo pelas folhas, pois tem poucos estômatos. O resultado geralmente é do adubo que cai no substrato e é absorvido pelas raízes. Em breve vou fazer um post sobre isso.


          Esse Dendrobium híbrido eu ganhei de presenta da minha irmã. Veio florido, e logo após a floração, nasceu um pseudobulbo grande, que eu imaginei: Aí vem várias flores. E não é que eu estava certo?


          Essa é uma Cattleya híbrida. Ela veio sem identificação, é verde com o labelo rosa, muito bonita, e ao que me parece, vem surgindo três botões. Mas ainda é cedo para especular. 


          E por fim, essa Ludisia discolor, finalmente emitiu haste, após uma longa batalha para se adaptar ao clima quente e seco do Nordeste. Essa haste realmente demora muito para crescer, mas o resultado é de encantar, solta um lindo cacho de micro-flores brancas. Sem aroma, mas como dizem, o maior atrativo da Ludisia são as folhas incomuns para uma orquidácea. Já eu, acho o conjunto da obra perfeito!

Bons Cultivos!       

quinta-feira, 28 de julho de 2016

SuperThrive



          Hoje venho lhes falar sobre o Superthrive, um hormônio muito conhecido e a ele associados uma infinidade de "milagres".
          
          O Superthrive surgiu em 1940, nos EUA, durante a segunda guerra mundial, da necessidade de acelerar o crescimento dos vegetais comestíveis, numa época de incertezas. Os resultados do seu uso foram tão bons que, em pouco tempo se tornou mundialmente conhecido. Hoje ele é utilizado em todo o planeta, para todos os vegetais. Desde então, vem acumulando prêmios. Seu uso varia de gramados a grandes árvores, de hortaliças a frutíferas, bem como bonsais, orquídeas e muito mais...

          Embora o Superthrive tenha mais de 50 vitaminas, ele não é um fertilizante, e sim um hormônio natural que estimula o surgimento de raízes, o crescimento geral da planta e auxilia na formação de flores e frutos (quando associado a fertilizantes para essa finalidade). 

          Existe somente um tipo de Superthrive, as embalagens originais são de 1oz, 2oz, 4oz, 16oz 32oz (oz é mais ou menos 30ml), como na imagem. Porém, na internet é comum achar o produto fracionado em outras quantidades (o que eu comprei foi num frasco de 40ml). O Superthrive escurece com o tempo, mas segundo o fabricante, isso não altera suas propriedades. 


 Frasco de 40ml que comprei no Mercado Livre

          O Superthrive é muito concentrado, cada gota é muito potente. A dosagem recomendada é de 1 gota para 4 litros de água, para regas diárias. Ou 5 gotas em 1 litro para regas quinzenais/mensais, para melhorar o desenvolvimento geral das plantas, acelerar crescimento, estaquia, alporquia, transplantes, aumentar floração e frutificação, estimular novas brotações, aumentar resistência geral a pragas, doenças e extremos climáticos, aumentar taxa de germinação, ativar desenvolvimento de plantas estagnadas, etc.

          Bom pessoal, isso é tudo por enquanto. Vou postar no Blog o resultado das aplicações desse hormônio. Estou usando 2 duas em 4 litros para regas semanais, por intuição creio ser a dosagem adequada para testes. Nada de exageros, certo?

Bons Cultivos!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resultado do borrifamento diário



          Bom pessoal, esse é o resultado do borrifamento diário com doses homeopáticas de adubo. Os velames dessa Cattleya híbrida estão com um crescimento bem acima do normal dela. E isso se reflete em toda a planta, como dá para as notar duas gemas brotando, criando assim duas frentes para a planta. 

    Clique na imagem para ver maior

          Nesse outro híbrido, percebe-se o brotamento de vários rebentos de velames a partir de um aparentemente morto. A raiz da orquídea fica protegida pelo velame e sendo nutrida pelo mesmo. Além disso, os velames fazem fotossíntese e se agaram aos troncos das árvores, ao substrato, e até ao vaso de plástico. São raízes muito evoluídas e especializadas. Em breve vou fazer um post falando melhor sobre isso. E por fim, uma Sophronites cernua que penava em enraizar. Agora soltou duas raízes e acredito que em breve virá um broto.


          É isso aí, aconselho a borrifarem os velames apenas quando o clima estiver seco. Façam experiências aos poucos, com poucas plantas e veja como elas reagem. Com o tempo, vocês irão aprender muito com as orquídeas por si mesmo. Mas é sempre bom pesquisar a morfologia da planta. E pra isso, criei esse blog. Em breve vou postar muitos artigos técnicos sobre essas maravilhosas plantas, e isso vai ajudar muito, além de aumentar o fascínio pelas plantas. 

Bons Cultivos!                          

domingo, 24 de julho de 2016

Pseudolaelia

Pseudolaelia corcovadensis


          Esse gênero de orquídea pertence a subtribo Laeliinae e é composto por dez espécies de epífitas ou rupícolas, geralmente encontradas vegetando a pleno sol, ou sob meia sombra proporcionada por capins ou pequenos arbustos. São originadas da região sudoeste brasileiro, a maioria em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espirito Santo, chegando até ao sul da Bahia
          
          Apresentam rizoma muito alongado, que emitem longos velames que crescem em busca de umidade, penetrando nas fendas das rochas, e pseudobulbos robustos, bem espaçados e em formato fusiforme, alongados ou curtos, arredondados e anelados, lembrando um Cyrtopodium (só que menores). Os pseudobulbos desenvolvem de três a sete folhas caducas na parte superior. Estas são longas lanceoladas fibrosas e pouco espessas. A inflorescência é muito longa, ultrapassando um metro, rígida e ereta, comportando até quinze flores que abrem em sequência, que podem ser amarelas ou róseas. 

Pseudolaelia vellozicola

Pseudolaelia irwiniana


          O gênero foi proposto por Paulo de Campos Porto e Alexander Curt Brade em Arquivos do Instituto de Biologia Vegetal, em 1935, quando descreveram a Pseudolaelia corcovadensis.

          Eu ainda não possuo esse gênero, mas quando visitar algum orquidário vou procurar um exemplar. Gosto muito de orquídeas puras, apesar do cultivo ser difícil dependendo do gênero. Há quem não goste daquelas plantas frutos de tantos cruzamentos que nem dá para dizer o que é. Mas é sabido que os híbridos são mais resistentes e fáceis de cultivar. É como se fossem os vira-latas do mundo das orquídeas. 

Bons Cultivos!
          

Phalaenopsis soltando haste



          Minhas Phalaenopsis finalmente estão emitindo haste! Eu as comprei sem flores, então será uma grande surpresa para mim. Pelo o que eu notei, pelo pequeno tamanho da haste, uma delas deve ser Mini-Phalaenopsis. Elas começaram a emitir haste depois que a cidade passou por um período de frio. Eu já havia tentado a técnica da canela, mas ela só soltou haste depois da baixa temperatura. 




          Continuam vegetando e emitindo velames. É impressionante como a haste no começo não passa de uma massa informe de células, que atravessa a folha onde nasce e se espreme contra a folha de baixo para só assim, começar a se especializar na formação da dita haste. As regas estão normais, adubação idem. 

Bons cultivos!