Plantio de Epidendrum

Vídeo ensinando passo a passo como plantar esse gênero epífito.

Prelúdio da Primavera

As orquídeas já se preparam para a Primavera!

SuperThrive

Uma breve explicação sobre esse famoso (e polêmico) hormônio "milagroso".

Dicas sobre Phalaenopsis

Alguns macetes que dão certo no cultivo dessas amadas orquídeas.

Pseudolaelia

Uma breve descrição sobre esse gênero rústico.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ressupinação nas Orquídeas

          


          A maioria das orquídeas, quando emitem os botões florais, tem um comportamento bastante curioso: um torção de 180° nos botões. 



          Ressupinação é um processo delicado que envolve reações hormonais. Na família das Orchidaceae, a flor geralmente compreende três sépalas e três pétalas. Uma pétala especial chamada labelo é tipicamente diferenciada das demais, é onde fica o caminho para as políneas e a coluna. Quando o botão da flor da orquídea se desenvolve, o labelo geralmente é o mais alto. Na maioria dos casos, o tronco da flor torce para apresentar o labelo apontado para baixo no momento que a flor se abre. Ou seja a maioria das orquídeas são ressupinantes e a falta de ressupinação é notável. Flores que não apresentam ressupinação são chamadas de não-ressupinantes

Calopogon tuberosus, flor não ressupinante

          Por que isso é importante? Se vocês resolverem tutorar suas hastes com os botões antes de ressupinar, as flores podem nascer tortas e com problemas, e não queremos isso. Por isso é bom conhecer o gênero que se está cultivando, pois nem todas as orquídeas apresentam esse comportamento. 

Bons Cultivos!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Prelúdio da Primavera



          Parece que a primavera começou a dar sinal antes do tempo. Essas orquídeas estão florindo aqui pela primeira vez, são flores inéditas, exceto a Ludisia discolor e o Dendrobium híbrido que já comprei florida. É uma sensação muito boa quando o nosso cultivo dá certo, pois o principal objetivo de cuidar das orquídeas é ser presenteado com suas flores exóticas.


         Essa Phalaenopsis passou por um momento tenso, as folhas dela ficaram cheia de depressões, creio eu que foi abuso de adubo químico. Mas hoje, ela se recuperou, não uso mais adubação foliar. Pelas minhas pesquisas, a orquídea mal absorve adubo pelas folhas, pois tem poucos estômatos. O resultado geralmente é do adubo que cai no substrato e é absorvido pelas raízes. Em breve vou fazer um post sobre isso.


          Esse Dendrobium híbrido eu ganhei de presenta da minha irmã. Veio florido, e logo após a floração, nasceu um pseudobulbo grande, que eu imaginei: Aí vem várias flores. E não é que eu estava certo?


          Essa é uma Cattleya híbrida. Ela veio sem identificação, é verde com o labelo rosa, muito bonita, e ao que me parece, vem surgindo três botões. Mas ainda é cedo para especular. 


          E por fim, essa Ludisia discolor, finalmente emitiu haste, após uma longa batalha para se adaptar ao clima quente e seco do Nordeste. Essa haste realmente demora muito para crescer, mas o resultado é de encantar, solta um lindo cacho de micro-flores brancas. Sem aroma, mas como dizem, o maior atrativo da Ludisia são as folhas incomuns para uma orquidácea. Já eu, acho o conjunto da obra perfeito!

Bons Cultivos!       

quinta-feira, 28 de julho de 2016

SuperThrive



          Hoje venho lhes falar sobre o Superthrive, um hormônio muito conhecido e a ele associados uma infinidade de "milagres".
          
          O Superthrive surgiu em 1940, nos EUA, durante a segunda guerra mundial, da necessidade de acelerar o crescimento dos vegetais comestíveis, numa época de incertezas. Os resultados do seu uso foram tão bons que, em pouco tempo se tornou mundialmente conhecido. Hoje ele é utilizado em todo o planeta, para todos os vegetais. Desde então, vem acumulando prêmios. Seu uso varia de gramados a grandes árvores, de hortaliças a frutíferas, bem como bonsais, orquídeas e muito mais...

          Embora o Superthrive tenha mais de 50 vitaminas, ele não é um fertilizante, e sim um hormônio natural que estimula o surgimento de raízes, o crescimento geral da planta e auxilia na formação de flores e frutos (quando associado a fertilizantes para essa finalidade). 

          Existe somente um tipo de Superthrive, as embalagens originais são de 1oz, 2oz, 4oz, 16oz 32oz (oz é mais ou menos 30ml), como na imagem. Porém, na internet é comum achar o produto fracionado em outras quantidades (o que eu comprei foi num frasco de 40ml). O Superthrive escurece com o tempo, mas segundo o fabricante, isso não altera suas propriedades. 


 Frasco de 40ml que comprei no Mercado Livre

          O Superthrive é muito concentrado, cada gota é muito potente. A dosagem recomendada é de 1 gota para 4 litros de água, para regas diárias. Ou 5 gotas em 1 litro para regas quinzenais/mensais, para melhorar o desenvolvimento geral das plantas, acelerar crescimento, estaquia, alporquia, transplantes, aumentar floração e frutificação, estimular novas brotações, aumentar resistência geral a pragas, doenças e extremos climáticos, aumentar taxa de germinação, ativar desenvolvimento de plantas estagnadas, etc.

          Bom pessoal, isso é tudo por enquanto. Vou postar no Blog o resultado das aplicações desse hormônio. Estou usando 2 duas em 4 litros para regas semanais, por intuição creio ser a dosagem adequada para testes. Nada de exageros, certo?

Bons Cultivos!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resultado do borrifamento diário



          Bom pessoal, esse é o resultado do borrifamento diário com doses homeopáticas de adubo. Os velames dessa Cattleya híbrida estão com um crescimento bem acima do normal dela. E isso se reflete em toda a planta, como dá para as notar duas gemas brotando, criando assim duas frentes para a planta. 

    Clique na imagem para ver maior

          Nesse outro híbrido, percebe-se o brotamento de vários rebentos de velames a partir de um aparentemente morto. A raiz da orquídea fica protegida pelo velame e sendo nutrida pelo mesmo. Além disso, os velames fazem fotossíntese e se agaram aos troncos das árvores, ao substrato, e até ao vaso de plástico. São raízes muito evoluídas e especializadas. Em breve vou fazer um post falando melhor sobre isso. E por fim, uma Sophronites cernua que penava em enraizar. Agora soltou duas raízes e acredito que em breve virá um broto.


          É isso aí, aconselho a borrifarem os velames apenas quando o clima estiver seco. Façam experiências aos poucos, com poucas plantas e veja como elas reagem. Com o tempo, vocês irão aprender muito com as orquídeas por si mesmo. Mas é sempre bom pesquisar a morfologia da planta. E pra isso, criei esse blog. Em breve vou postar muitos artigos técnicos sobre essas maravilhosas plantas, e isso vai ajudar muito, além de aumentar o fascínio pelas plantas. 

Bons Cultivos!                          

domingo, 24 de julho de 2016

Pseudolaelia

Pseudolaelia corcovadensis


          Esse gênero de orquídea pertence a subtribo Laeliinae e é composto por dez espécies de epífitas ou rupícolas, geralmente encontradas vegetando a pleno sol, ou sob meia sombra proporcionada por capins ou pequenos arbustos. São originadas da região sudoeste brasileiro, a maioria em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espirito Santo, chegando até ao sul da Bahia
          
          Apresentam rizoma muito alongado, que emitem longos velames que crescem em busca de umidade, penetrando nas fendas das rochas, e pseudobulbos robustos, bem espaçados e em formato fusiforme, alongados ou curtos, arredondados e anelados, lembrando um Cyrtopodium (só que menores). Os pseudobulbos desenvolvem de três a sete folhas caducas na parte superior. Estas são longas lanceoladas fibrosas e pouco espessas. A inflorescência é muito longa, ultrapassando um metro, rígida e ereta, comportando até quinze flores que abrem em sequência, que podem ser amarelas ou róseas. 

Pseudolaelia vellozicola

Pseudolaelia irwiniana


          O gênero foi proposto por Paulo de Campos Porto e Alexander Curt Brade em Arquivos do Instituto de Biologia Vegetal, em 1935, quando descreveram a Pseudolaelia corcovadensis.

          Eu ainda não possuo esse gênero, mas quando visitar algum orquidário vou procurar um exemplar. Gosto muito de orquídeas puras, apesar do cultivo ser difícil dependendo do gênero. Há quem não goste daquelas plantas frutos de tantos cruzamentos que nem dá para dizer o que é. Mas é sabido que os híbridos são mais resistentes e fáceis de cultivar. É como se fossem os vira-latas do mundo das orquídeas. 

Bons Cultivos!
          

Phalaenopsis soltando haste



          Minhas Phalaenopsis finalmente estão emitindo haste! Eu as comprei sem flores, então será uma grande surpresa para mim. Pelo o que eu notei, pelo pequeno tamanho da haste, uma delas deve ser Mini-Phalaenopsis. Elas começaram a emitir haste depois que a cidade passou por um período de frio. Eu já havia tentado a técnica da canela, mas ela só soltou haste depois da baixa temperatura. 




          Continuam vegetando e emitindo velames. É impressionante como a haste no começo não passa de uma massa informe de células, que atravessa a folha onde nasce e se espreme contra a folha de baixo para só assim, começar a se especializar na formação da dita haste. As regas estão normais, adubação idem. 

Bons cultivos!

sábado, 23 de julho de 2016

Ludisia discolor - suposta haste floral




          Ludisia discolor é uma orquídea terrestre muito interessante, ela tem esse nome (discolor vem do latim, que significa cores diferentes) porque as faces de suas folhas tem cores diferentes. A minha melhorou muito depois de um replante. Ela era plantada num substrato feito unicamente de compostagem. Usei muito o adubo químico Peters, e o resultado desse procedimento contínuo foi a salinização do substrato. 

          Com pouco tempo depois, ela soltou algo diferente de uma folha. Abaixo vocês podem ver a diferença:

    Folha crescendo                                Suposta haste floral

          Agora é só esperar. Estou monitorando todas as plantas, para ter uma ideia de como elas se comportam, pois as plantas se comportam de maneira diferente de acordo com o ambiente. Aconselho vocês a fazerem o mesmo!

Bons cultivos!

Brassavola Tuberculata brotando



      

          Brassavola tuberculata é uma orquídea da tribo Epidendreae. Habitam as matas tropicais e sub-tropicais da America do Sul. Seu nome popular é orquídea rabo-de-rato, por causa do formato de suas folhas, adaptadas a falta de umidade. 

          Essa espécie cresce geralmente de maneira epífita, mas em paredões de Basalto, crescem de forma rupícola. O pseudobulbo é pequeno, e a folha é larga e suculenta, terminando em ponta. Esse gênero de orquídea é muito usado em hibridação de Cattleyas e Laelias, surgindo o termo BLC, ou seja, Brassolaeliocattleya.

          A flor é muito perfumada, especialmente a noite. De cor branca com tons de amarelo-oliva claro, o labelo tem uma espécie de buraco parecendo com uma traqueostomia, surgindo daí seu nome Brassavola, em homenagem ao médico Antonio Musa Brassavola, o primeiro a realizar o procedimento com sucesso. 

          E aí está meu exemplar, adquirido na internet. Depois de um bom tempo se adaptando ao ambiente, está soltando o primeiro rebento. Em breve, teremos flores. 

          Estou cultivando-a presa num cachepô em formato de leque, semi-enterrado no vaso para proporcionar umidade. Borrifo todas as manhãs os velames e deixo no sol (filtrado com sombrite 50%) o dia todo.

Bons cultivos!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dicas para Phalaenopsis





          Em meus diários de cultivo, percebi que a orquídea Phalaenopsis aprecia muito uma borrifada de água (com uma dose homeopática de adubo) todos os dias de calor, pela manhã. Borrifo apenas os velames (aquela massa cinzenta que recobre as verdadeiras raízes das orquídeas). Elas também gostam muito do sol de fim de tarde, filtrado (ou não) pelo sombrite. 

          Para a Phalaenopsis florir, ela precisa de um período de frio noturno, algo entre 15º a 20º. Não adianta judiar da planta usando aquelas receitas caseiras bizarras com canela, café, etc. Ela só precisa passar por esse período de frio. 

          Para adubação, eu uso osmocote (umas 10 bolinhas num vaso médio), e uma vez por semana, adubo com o B&G Orquídeas, e estou muito satisfeito com os resultados. Não gostei do Peters, é puro sal. 

Bons Cultivos!

Plantio de Epidendrum

       

           Epidendrum (em português: Epidendro) é um gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Por incluir mais de 1100 espécies, é apelidado por alguns autores de mega-gênero.

           Quando, em 1763, Carolus Linnaeus deu o nome ao gênero, incluiu neste todas as orquídeas epífitas que conhecia. Hoje poucas dessas orquídeas continuam incluídas neste gênero, o que não impede que o número total de espécies do gênero continue a crescer.





          É um gênero bastante variável em morfologia e hábitos pois habita de florestas frias sombrias e úmidas nos Andes, aos secos cerrados brasileiros, onde vive sob sol pleno, em meio às rochas, e também os sufocantes e abafados pântanos da Flórida.

          Conforme a definição adotada, podem ser epífitas, rupícolas e mesmo terrestres; desde miniaturas de dois centímetros de altura até gigantes de dois metros. Alguns são pendentes, alguns rasteiros, outros eretos, uns possuem pseudobulbos, alguns um longo caule com folhas dísticas, outros apenas curtos caules forrados de folhas dísticas carnosas.

Fonte: Wikipédia

Bons Cultivos!